Não existe equilíbrio perfeito entre ser mãe e construir um negócio. Existe escolha consciente, planejamento honesto e a decisão de não desistir.
Se você está tentando empreender enquanto cria um filho, já sabe como isso pode ser difícil. Já se sentiu culpada por estar trabalhando quando deveria estar presente. Já se sentiu culpada por estar presente quando o negócio precisava de você.
Eu conheço esse peso. Já pensei em empreender antes de me tornar mãe, dei os primeiros passos, mas foi a chegada do meu filho que me fez levar o negócio a sério de verdade. Não porque ficou mais fácil. Porque o motivo ficou mais claro.
Ao longo de 4 anos como mãe e empreendedora, aprendi algumas coisas que ninguém conta antes de você começar. Este post é sobre isso.
Haverá semanas em que sua família vai precisar mais de você e o negócio vai ficar em segundo plano. Haverá semanas em que você vai mergulhar no trabalho e se sentir longe de casa, mesmo estando dentro dela.
Essa oscilação não é sinal de que você está falhando. É o que acontece quando você está fazendo duas coisas importantes ao mesmo tempo.
Já me senti culpada por:
A culpa não ajuda. Ela gasta energia que você poderia usar para planejar melhor. Um planejamento semanal real, com os horários de trabalho definidos e respeitados, muda mais do que qualquer discurso motivacional.
O que funciona na prática: escolha 2 ou 3 janelas fixas de trabalho por semana, com hora de início e hora de fim. Quando o horário acabar, pare. Quando o horário chegar, comece. Sem negociação.
Existe uma instrução de segurança nos aviões que resume muito bem o que quero dizer: em caso de descompressão, coloque sua própria máscara de oxigênio antes de ajudar quem está ao seu lado. Se você desmaiar tentando ajudar o outro, não vai ajudar ninguém.
Empreender enquanto cria um filho drena energia de formas que você não espera. No meu processo, cheguei perto do limite algumas vezes:
Uma pausa real, de 20 minutos, sem celular, pode fazer mais pelo seu negócio do que mais 2 horas de trabalho exausto. Isso não é filosofia. É gestão de energia.
Por muito tempo me senti para trás ao ver negócios que começaram depois do meu crescendo em ritmo que eu não conseguia acompanhar. Achei que estava fazendo algo errado.
Não estava. Minha realidade era outra. Meu negócio crescia no tempo que eu tinha disponível, com as condições que eu tinha. E esse era o único ritmo honesto possível.
Você está comparando o seu bastidor com o palco de outra pessoa. Você não vê as horas que ela trabalha enquanto os filhos dormem, a ajuda que ela tem em casa, os recursos que ela tinha disponíveis para investir, os meses ruins que ela não posta.
Se um perfil te faz sentir insuficiente, pare de seguir. Simples assim. Não é fraqueza. É gestão de atenção.
Isso não significa ignorar o mercado ou deixar de aprender com quem está à frente. Significa parar de usar o resultado dos outros como medida do seu valor.
Alguém me disse uma vez, quando eu estava no fundo do poço tentando entender como conciliar tudo: "tudo passa". Parece simples demais para ser útil. Mas é verdade.
Dei muitos passos para trás no meu negócio para estar presente nos primeiros anos do meu filho. Planos ficaram guardados. Projetos foram adiados. Crescimento foi mais lento do que eu queria.
Agora que ele fez 4 anos, as coisas estão ficando mais fáceis. Os planos que estavam guardados estão ganhando vida. E eu não me arrependo de ter dado prioridade ao que era prioridade naquele momento.
Reduza a velocidade quando precisar. Mas não pare e não desista. Um negócio em ritmo lento ainda é um negócio em movimento. Negócio parado não vai a lugar nenhum.
Decidi empreender para acompanhar o crescimento do meu filho e fazer meus próprios horários. Essa escolha teve um custo real:
Hoje, olhando para trás, não tenho orgulho por ter sido uma mãe perfeita. Também não tenho orgulho por ter construído um negócio impecável. Tenho orgulho por não ter desistido nem de um nem do outro.
Velas aromáticas foram o que funcionou para mim. E funcionaram porque permitem trabalhar de casa, no seu ritmo, com investimento inicial acessível e um produto com demanda real no mercado.
Não é um caminho sem dificuldade. Mas é um caminho possível, que respeita o tempo de quem tem filho pequeno, concilia casa e trabalho e gera renda real sem exigir que você abra mão de estar presente.
Não precisa de ateliê, funcionário ou estoque grande. Precisa de técnica certa para não desperdiçar matéria-prima e um produto que realmente venda.
Quando o filho dorme, quando está na escola, quando tem ajuda em casa. Trabalhe nessas janelas. Fora delas, descanse de verdade.
Trabalhar sem saber o custo real é a maneira mais rápida de se esgotar e não ter retorno. Calcule antes de produzir.
Haverá meses bons e meses difíceis. O negócio vai crescer de forma não linear. Isso é normal, não é fracasso.
O que eu ensinava de forma dispersa ao longo dos anos, sistematizei dentro do curso Jornada das Velas Aromáticas, pensando exatamente em quem está nessa posição: quer construir um negócio real, mas precisa que ele respeite o seu tempo e a sua realidade.
Fórmulas testadas, precificação, fotografia e estratégia de venda. Tudo o que você precisa para começar de forma segura, no tempo que tem disponível.
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